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Affonso Romano de Sant'Anna
Affonso Romano de Sant'Anna
nasce em Belo Horizonte, no dia 27 de março de 1937, filho de Jorge Firmino de
Sant'Anna, Capitão da Polícia Militar mineira, e de D. Maria Romano de
Sant'Anna.
Fez parte dos movimentos que transformaram a poesia brasileira, sempre
interagindo com grupos inovadores e construindo sua própria linguagem e trajetória.
Data desta época a participação nos movimentos políticos e sociais que
marcaram o país. Como poeta e cronista, foi considerado pela revista
"Imprensa", em 1990, como um dos dez jornalistas formadores de opinião
por desempenhar atividades no campo político e social que marcaram o país nos
anos 60.
Coloca em seu primeiro livro, lançado em 1962, "O Desemprego da
Poesia", seu inconformismo com a atuação do poeta da época que não
possuía a força dos poetas do século XIX. Analisa o desencontro do poeta no
seu tempo e sua frustração pessoal. O poeta era tido como um ser boêmio, romântico,
fora de época.
Casa-se, em 1971, com Marina Colasanti, escritora e jornalista, segundo
ele sua melhor crítica e também musa inspiradora.
De 1973 a 1976, dirige o Departamento de Letras e Artes da PUC/RJ. Para o curso
de Pós-Graduação em Letras, realizado em 1976 na PUC/RJ, promove a vinda de
conferencistas internacionais, entre os quais Michel Foucault, sociólogo francês.
Houve grande repercussão da visita de Foucault ao país, que se encontrava em
pleno regime ditatorial. Lança seu segundo livro de poesias "Poesia sobre
Poesia".
Lança, em 1980, o livro de poesias "Que país é este?", cujo poema título
é publicado com destaque pelo "Jornal do Brasil". Leciona, durante
dois anos, na Universidade Aix-en-Provence, na França, como professor
visitante.
Publica pela Editora Rocco seu primeiro livro de crônicas, "A Mulher
Madura", em 1986.
Cronista do jornal "O Globo", tem também participação em programas
na TV Globo onde cria um novo gênero, algo entre a literatura e o jornalismo.
Durante a Copa do Mundo, a TV Globo encomenda-lhe dez textos sobre os jogos, que
deveriam ser escritos num espaço de duas horas, ligados à imagem e inteligíveis
pelo país inteiro. O mesmo acontece com relação à Fórmula I. Também, nesse
mesmo gênero, escreveria um poema por ocasião da morte do Presidente Tancredo
Neves. Na sua opinião, a televisão, ao contrário do que muitos dizem, não
veio para acabar com a literatura. É um veículo moderno e eficiente de promoção
da literatura.
"Poesias:
"Canto e Palavra"- 1965 - Imprensa Oficial de Minas Gerais
"Poesia sobre Poesia"- 1975 - Imago/RJ
"A Grande Fala do Índio Guarani"- 1978 - Summus Editorial/SP
"Que País é Este?"- 1980 - Civilização Brasileira - 1984 -
Rocco/RJ
"A Catedral de Colônia e Outros Poemas"- 1987 - Rocco/RJ
"A Poesia Possível" (poesia reunida) - 1987 - Rocco/RJ
"O Lado Esquerdo do Meu Peito"- 1991 - Rocco/RJ
"Epitáfio para o século XX" (antologia) - 1997 - Ediouro/SP
"Melhores poemas de Affonso Romano de Sant'Anna - Global/SP
"A grande fala e Catedral de Colônia" (ed. comemorativa) -1998 -
Rocco, Rio
"O intervalo amoroso" (antologia). - 1999 - L&PM/Porto Alegre
"Textamentos" - 1999 - Rocco/RJ
Crônicas:
"A Mulher Madura"- 1986 - Rocco/RJ
"O Homem que Conheceu o Amor"- 1988 - Rocco/RJ
"A Raiz Quadrada do Absurdo"- 1989 - Rocco/RJ
"De Que Ri a Mona Lisa?"- 1991 - Rocco/RJ
"Mistérios Gozosos"- 1994 - Rocco/RJ
"A vida por viver" - 1997 - Rocco/RJ
"Porta de Colégio" (antologia) - 1995 - Ática/SP
"Nós os que matamos Tim Lopes" - 2002 - Expressão e Cultura
"Pequenas seduções" - 2002 - Sulina
"Que presente te dar" - 2002 - Expressão e Cultura
"Antes que elas cresçam" - 2003 -Landmark
"Os homens amam a guerra" - 2003 - Francisco Alves
"Que fazer de Ezra Pound" 2003 - Imago
Movimento Literário:
Contemporâneo - Brasil.
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