|
CAMINHE
ALEGREMENTE
Raízes
de amargura existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes
de plantas inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.
Contudo,
tanto quanto é preciso expulsar a erva daninha, para que haja colheita nobre e
farta, é indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as
provações vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo
da alma, produzindo os frutos azedos das palavras e das ações infelizes.
Mãos
prestimosas arrancarão a erva daninha, em torno da lavoura nascente, e atitudes
valorosas devem extirpar do espírito as recomendações amargas, suscetíveis
de perturbar o caminho.
Se
alguém te trouxe dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que
terás causado a outrem, muitas vezes sem perceber. E tanto quanto estimas ser
perdoado, perdoa também, sem quaisquer restrições.
Observe
a sabedoria de Deus na esfera da Natureza. A fonte dissolve detritos que lhe
arrojam. A luz não faz coleção de sombras.
Caminhe
alegremente e construa para o bem, porque só o bem permanecerá seja qual for
à dor que hajas sofrido, lembra-te que tudo amanhã será melhor se não
engarrafares fel e vinagre no coração.
Sim,
caminhe alegremente e não tenhas medo da felicidade, mesmo que isto signifique
mudar uma série de hábitos, tal como não se julgue indigno das coisas boas
que lhe vierem. Não pense que aceitá-las terás a sensação de estar devendo
e não acredite que: "É melhor não provar o cálice da alegria, porque
quando este me faltar, irei sofrer muito...", uma vez que por medo de
diminuir deixa-te de crescer, de receber deixa-te de dar, de aprender deixa-te
de ensinar, de errar deixa-te de acertar, de ser perdoado deixa-te de pedir, de
chorar deixa-te de sorrir, de sofrer deixa-te de amar e de amar deixa-te de ser
amado e assim deixa-te de caminhar, deixa-te de sentir, deixa-te de viver.”
(Desconheço
o Autor)
|