|
Casimiro de Abreu
Casimiro José Marques de
Abreu nasceu e morreu em Barra de São João, no Estado do Rio de Janeiro.
Filho de um imigrante português enriquecido às custas do comércio, Casimiro
estudou em Nova Friburgo e depois foi para Lisboa, contra a própria vontade,
estudar comércio. Em Lisboa entrou em contato com o meio intelectual, mas logo
adoeceu e retornou ao Brasil, onde iniciou sua produção literária.
Escreveu para alguns jornais e graças
a essa tarefa conheceu Machado de Assis. Em 18 de outubro de 1860, quando tinha
apenas 21 anos, faleceu vítima de tuberculose. A poesia de Casimiro de Abreu é
marcada por dois traços fundamentais: o pessimismo decorrente do mal-do-século
e o saudosismo nacionalista, que se revela na melancolia produzida pela saudade
da terra natal e da infância.
Graças a um lirismo já gasto, às
rimas repetitivas e a uma linguagem simples, Casimiro de Abreu transformou-se em
um dos poetas mais populares do Romantismo brasileiro. De toda a sua produção
poética, que está reunida na obra "As Primaveras" (1859), destaca-se
o poema "Meus oito anos".
“Minh'alma
é triste como a flor que morre
Pendida à beira do riacho ingrato.
Nem beijos dá-lhe a viração que corre,
Nem doce canto o sabiá do mato!
E como a
flor que solitária pende
Sem ter carícias no voar da brisa,
Minh'alma murcha, mas ninguém entende
Que a pobrezinha só de amor precisa!”
Movimento Literário: Romantismo -
Brasil.
|