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Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves
nasceu em 14 de março de 1847 em Curralinho, na Bahia. Em 1862 foi para o
Recife com o intuito de estudar Direito. Lá, além de iniciar o seu romance com
a atriz portuguesa Eugênia Câmara, percebe também os primeiros sintomas da
tuberculose. Em 1864, após ser reprovado nos primeiros exames necessários para
a admissão na faculdade, ingressa na Faculdade de Direito, porém dedica-se
mais à poesia do que aos estudos. Nesse período conhece Tobias Barreto, a quem
tanto admirava e cujas idéias liberais passou a seguir. Em 1867 abandona
definitivamente o Recife e vai para Salvador, onde é encenada a peça
"Gonzaga" ou "Revolução de Minas" de sua autoria. Em
1868 vai para São Paulo acompanhado de Eugênia Câmara e do amigo Rui Barbosa,
com quem fundou uma sociedade abolicionista, e matricula-se no terceiro ano da
Faculdade de Direito do largo São Francisco, onde declama pela primeira vez o
poema "Navio Negreiro". Ainda nesse ano é abandonado por Eugênia e,
durante uma caçada, fere acidentalmente o pé com uma arma de fogo. Esse
acidente provocou a amputação de seu pé e, logo em seguida, sua tuberculose
agrava-se e o poeta vai para a Bahia, onde falece em 6 de julho de 1871. A obra
de Castro Alves, o poeta dos escravos, foi fortemente influenciada pela
literatura político-social de Vitor Hugo. O poeta cultivou o egocentrismo, porém,
diferentemente dos românticos tradicionais, interessou-se também pelo mundo
que o cercava e defendeu a república, a liberdade e a igualdade de classes
sociais. Castro Alves, segundo Jorge Amado, teve muitos amores, porém, o maior
de todos eles foi a Liberdade. Se por um lado a temática social adotada por
Castro Alves já o aproximam do Realismo, por outro a sua linguagem, repleta de
figuras de estilo (metáforas, comparações, personificações, invocações,
hipérboles, típicas do condoreirismo), o enquadra perfeitamente no movimento
Romântico. Além disso, o poeta não deixou de lado a poesia de caráter lírico-amoroso,
cultivada por todos os escritores de sua época. Mas, diferentemente de seus
contemporâneos, raramente idealiza a figura feminina; ele nos apresenta uma
mulher mais concreta, mais próxima de um ser de "carne e osso", mais
sensual.
A obra de Castro Alves é composta
por:
Espumas Flutuantes (1870);
Gonzaga ou a Revolução de Minas
(1875);
A Cachoeira de Paulo Afonso (1876);
Vozes d'África e Navio Negreiro
(1880);
Os Escravos (1883).
O maior romântico
brasileiro e, com Tobias Barreto, um dos fundadores da escola condoreira,
inspirada em Vítor Hugo. Nativista, revelador da paisagem brasileira,
republicano e abolicionista - o cantor do Navio negreiro é o nosso grande poeta
social e nacional.
Movimento Literário:
Romantismo - Brasil.
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