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Eça de Queiroz
José Maria Eça de Queiroz, considerado um dos
maiores romancistas portugueses do século XIX, nasceu a 25 de novembro de 1845
na cidade de Póvoa de Varzim.
Devido ao casamento não oficial de seus pais, Eça foi criado na zona rural
para não comprometer a carreira de seu pai. Aos dez anos foi estudar na cidade
do Porto, aos 16, ingressou na Faculdade de Direito em Coimbra, e aos 21 estava
formado.
Em Coimbra conheceu e tornou-se amigo de Antero de Quental, Teófilo Braga e dos
demais integrantes da chamada "geração de 70", que revolucionou a
literatura portuguesa. Apesar de ser simpatizante da "Questão Coimbrã",
manteve-se alheio a ela e foi à Évora, onde dirigiu um jornal que fazia oposição
ao governo.
No final de 1867 vai para Lisboa, conhece o Positivismo
e o Socialismo e passa a viajar pelo mundo exercendo a função de repórter. Em
1871 participa de forma brilhante das "Conferências Democráticas",
assumindo de vez os ideais defendidos pela "geração de 70".
Ainda nesse ano funda "As Farpas", um folheto
mensal que criticava a sociedade portuguesa da época. No ano seguinte é
nomeado cônsul, passando a viver fora de Portugal. Eça de Queirós casou-se em
1886, com 41 anos de idade, e faleceu a 16 de agosto de 1900 na França.
A obra de Eça de Queirós é geralmente dividida em três
fases:
· A primeira fase corresponde aos textos iniciais de sua carreira, publicados
em folhetim e reunidos em um único volume intitulado "Prosas bárbaras";
· A segunda fase, ou fase realista inicia-se em 1875 com a publicação da obra
"O crime do padre Amaro" e vai até 1888 com a publicação de
"Os maias";
· A partir daí inicia-se a terceira fase, ou fase pós-realista, na qual
destacam-se as obras "A ilustre casa de Ramires" (1900) e "A
cidade e as serras" (1901).
Das obras escritas por Eça de Queirós destacam-se
ainda "Uma Campanha Alegre" (1871), "O Primo Basílio"
(1878), "A Relíquia" (1887), "Correspondência de Fradique
Mendes" (1900).
Movimento Literário: Realismo - Portugal.
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