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E QUASE ACREDITEI
E
quase acreditei que não era nada ao me tratarem como nada.
Que não seria capaz quando não me chamavam por acharem que eu não era capaz.
Que não sabia quando não me perguntavam por acharem que eu não sabia.
E
quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e
sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.
E
de quase acreditar adoeci.
Procurei
a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim.
Ensinaram-me
a olhar para dentro de mim mesma e perceber que sou exatamente, como os iguais
que me faziam diferente.
E
acreditei profundamente em mim.
E
tenho como dívida com a vida, fazer com que cada ser humano se perceba.
E
se ame e se admire, como verdadeira fonte de riqueza.
Foi
assim que cresci: ACREDITANDO.
Sou
exatamente do tamanho de todo ser humano.
E
por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, de participar e até de cometer
enganos.
E
se eu errar... Paciência... Continuo vivendo por isso: APRENDENDO.
Se
todos erram, porque eu não posso errar?
Errar
não é humano?
(Desconheço
o Autor)
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