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Euclides da Cunha
Euclides
Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em 20 de janeiro de 1866 em Cantagalo,
no Estado do Rio de Janeiro. Órfão de mãe desde os três anos, passou a ser
criado por suas tias e depois por seus avós.
Aos 19 anos, depois de ter cursado um ano na Escola Politécnica, transferiu-se
para a Escola Militar. Algum tempo depois, devido a um incidente de desacato ao
Ministro da Guerra, foi desligado da Escola Militar, para onde seria reconduzido
em 1890, logo após a proclamação da República.
Em 1896, depois de formar-se em Engenharia Militar e Ciências Naturais,
abandonou definitivamente a farda, por causa dos caminhos tomados pela República.
No ano seguinte foi para São Paulo, de onde sairia no ano seguinte como
correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, incumbido de fazer a cobertura da
Guerra de Canudos.
Dessa cobertura jornalística
resultou uma obra-prima: Os sertões, publicada em 1902 e que o conduziu
à Academia Brasileira de Letras.
Em 1904 voltou ao Rio de Janeiro, onde conseguiu um cargo no Ministério das
relações Exteriores. O cargo no ministério público afastava-o com muita freqüência
de Ana, sua esposa, que, nessa época já tinha um caso extra-conjugal.
Em 1909, disposto a por um fim na farsa que era seu casamento, morreu, no dia 15
de agosto, em uma troca de tiros com o amante de sua mulher .
Os sertões, sua obra mais importante, revela-nos um
verdadeiro painel do nordeste brasileiro e denuncia as condições de vida das
"sub-raças sertanejas do Brasil". Essa obra - dividida em três
partes: A terra, O homem e A luta - demonstra a preocupação de narrar
os fatos de forma científica e coloca-nos diante de um país e de um povo que,
até então, eram ignorados.
Obras
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Os sertões (1902);
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Peru versus Bolívia (1907);
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Contrastes e confrontos (1907);
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À margem da História (1909).
Movimento
Literário: Pré-Modesnismo - Brasil.
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