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Gilberto Freyre
Nasce no Recife, em 15 de março
de 1900, Gilberto Freyre, filho do Dr. Alfredo Freyre — educador, Juiz
de Direito e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do
Recife — e de D. Francisca de Mello Freyre.
Aos seis anos de idade tenta
fugir de casa, escondendo-se em Olinda, cidade à qual devotou grande amor
e da qual escreveria, em 1939, o 2° Guia Prático, Histórico e Sentimental.
Inicia seus estudos freqüentando
o Jardim da Infância do Colégio Americano Gilreath, em 1908. Faz seu primeiro
contato com a literatura através das Viagens de Gulliver. Mas, apesar de seu
interesse, não consegue aprender a escrever, fazendo-se notar pelos desenhos.
Toma aulas particulares com o pintor Telles Júnior, que reclama contra sua
insistência em deformar os modelos. Começa a aprender a ler e escrever em inglês
com Mr. Williams, que elogia seus desenhos.
Em 1909 falece sua avó
materna, que viva a mimá-lo por supor ser o neto retardado, pela
dificuldade em aprender a escrever. Ocorrem suas primeiras experiências rurais
de menino de engenho, nessa época, quando passa temporada no Engenho São
Severino do Ramo, pertencente a parentes seus. Mais tarde escreverá sobre essa
primeira experiência numa de suas melhores páginas, incluída em Pessoas,
Coisas & Animais.
Nas férias de 1911 passa seu
primeiro verão na praia de Boa Viagem, onde escreve um soneto camoniano e enche
muitos cadernos com desenhos e caricaturas.
Dá as primeiras aulas no Colégio,
em 1913.
Em 1914, ensina Latim, que
aprendeu com o próprio pai, conhecido humanista recifense. Toma parte ativa nos
trabalhos da sociedade literária do colégio. Torna-se redator-chefe do jornal
impresso do colégio: O Lábaro.
Em 1915, tem lições
particulares de Francês com Madamme Meunieur.
Corresponde-se, em 1916, com o
jornalista paraibano Carlos Dias Fernandes, que o convida a proferir palestra na
capital do Estado, João Pessoa. Seu pai não apreciava Carlos Dias
Fernandes, pela vida boêmia que levava. Mesmo assim Gilberto Freyre
viaja autorizado pela mãe e lê no Cine-Teatro Pathé sua primeira conferência
pública, dissertando sobre Spencer e o problema da educação no Brasil. O
texto foi publicado no jornal O Norte, com elogios de Carlos Dias Fernandes.
Influenciado pelos mestres do
colégio, tanto quanto pela leitura do Peregrino de Bunyan e de uma biografia do
Dr. Livingstone, toma parte em atividades evangélicas e visita a gente miserável
dos mocambos recifenses. Interessa-se pelo socialismo cristão, mas lê como uma
espécie de antídoto a seu misticismo, autores como Spencer e Comte.
Eleito presidente do Clube de
Informações Mundiais, fundado pela Associação Cristã de Moços do Recife.
Em 1917, conclui o curso de
Bacharel em Ciências e Letras do Colégio Americano Gilreath. Eleito
orador da turma, cujo paraninfo é o historiador Oliveira Lima, desde então seu
amigo, faz-se notar pelo discurso que profere. Começa a estudar grego.
Torna-se membro da Igreja Evangélica, desagradando a mãe e a família católica.
Segue, no início do ano de
1918, para os Estados Unidos, fixando-se em Waco (Texas) para matricular-se na
Universidade de Baylor. Inicia sua colaboração no Diário de
Pernambuco, com uma série de cartas intituladas "Da outra América".
No ano de 1919, naquela
Universidade, auxilia o geólogo John Casper Branner no preparo do texto português
da "Geologia do Brasil". Ensina francês a jovens oficiais
norte-americanos convocados para a guerra. Estuda Literatura com A. J.
Armstrong, professor de literatura e crítico literário especializado na
filosofia e na poesia de Robert Browning. Escreve os primeiros artigos em inglês
publicados por um jornal de Waco. Divulga suas primeiras caricaturas.
Conhece pessoalmente, em 1920,
por intermédio do professor Armstrong, o poeta irlandês William Butler Yates,
os "poetas novos" dos Estados Unidos: Vachel Lindsay, Amy Lowell e
outros. Escreve em inglês um estudo sobre Amy Lowell. Como estudante de
Sociologia, faz pesquisas sobre a vida dos negros de Waco e dos mexicanos
marginais do Texas. Conclui, na Universidade de Baylor, o curso de Bacharel em
Artes, mas não comparece à solenidade da formatura: contra as praxes acadêmicas,
a Universidade envia-lhe o diploma por intermédio de um portador. Segue para
Nova Iorque e ingressa na Universidade de Colúmbia. A Academia Pernambucana de
Letras, por proposta de França Pereira, elege-o sócio-correspondente, em 05 de
junho desse ano.
Segue, em 1921, na Faculdade
de Ciências Políticas (inclusive as Ciências Sociais Judiciais) da
Universidade de Colúmbia, cursos de graduação e pós-graduação. Conhece
pessoalmente Rabindranath Tagore e o Príncipe de Mônaco. A convite de Amy
Lowell, visita-a em Boston. Segue, na Universidade de Colúmbia, o curso do
Professor Zimmern, da Universidade de Oxford, sobre a escravidão na Grécia.
Visita a Universidade de Harvard e o Canadá. É hóspede da Universidade de
Princeton, como representante dos estudantes da América Latina que ali se reúnem
em congresso. Torna-se editor-associado da revista El Estudiante
Latino-Americano, publicada mensalmente em Nova Iorque pelo Comitê de Relações
Fraternais entre Estudantes Estrangeiros. Publica diversos artigos no referido
periódico.
Defende, em 1922, tese para o
grau de M.A. (Magister Artium ou Master of Arts) na Universidade de Colúmbia
intitulada Social life in Brazil in the middle of the 19th Century,
publicada em Baltimore pela Hispanic American Historical Review e recebida com
elogios pelos professores Haring Shepherd, Robertson, Martin, por Oliveira Lima
e H. L. Mencken, que aconselha o autor a expandir o trabalho em livro. Deixa de
comparecer à cerimônia de formatura, seguindo imediatamente para a Europa,
onde recebe o diploma, enviado pelo Reitor Nicholas Murray Butler. Visita a França,
a Alemanha, a Bélgica, tendo antes estado na Inglaterra. Visista, também, a
Espanha e conhece Portugal. Convive com Vicente do Rego Monteiro e com outros
artistas modernistas brasileiros como Tarsila do Amaral e Brecheret. Na Alemanha
conhece o Expressionismo, na Inglaterra, o ramo inglês do Imagismo, já seu
conhecido nos Estados Unidos. Na França, o anarco-sindicalismo de Sorel e o
federalismo monárquico de Maurras.
Vem o ano de 1923 e ele
continua em Portugal, onde conhece João Lúcio de Azevedo, o Conde de Sabugosa,
Fidelino de Figueiredo, Joaquim de Carvalho, Silva Gaio. Regressa ao Brasil e
volta a colaborar no Diário de Pernambuco. Da Europa escreve artigos
para a Revista do Brasil (São Paulo), a pedido de Monteiro Lobato.
Retorna ao Brasil em 1924 e
reintegra-se no Recife, onde conhece José Lins do Rego, incitando-o a escrever
romances, em vez de artigos políticos. Funda-se no Recife, a 28 de abril o
"Centro Regionalista do Nordeste", com Odilon Nestor, Amaury de
Medeiros, Alfredo Freyre, Antônio Inácio, Morais Coutinho, Carlos Lyra Filho,
Pedro Paranhos, Júlio Bello e outros. Excursões pelo interior do Estado de
Pernambuco e pelo Nordeste com Pedro Paranhos, Júlio Bello (que a seu pedido
escreveria as Memórias de um senhor de engenho) e seu irmão Ulysses
Freyre. Lê, na capital do Estado da Paraíba conferência publicada no mesmo
ano: "Apologia pro generatione sua".
Encarregado pela direção do Diário
de Pernambuco, em 1925, organiza o livro comemorativo do primeiro centenário
de fundação do referido jornal: Livro do Nordeste, onde foi publicado
pela primeira vez o poema modernista de Manuel Bandeira "Evocação do
Recife", escrito a seu pedido. O Livro do Nordeste consagrou,
ainda, o até então desconhecido pintor Manoel Bandeira e publica desenhos
modernistas de Joaquim Cardozo e Joaquim do Rego Monteiro. Lê na Biblioteca Pública
do Estado de Pernambuco uma conferência sobre Dom Pedro II, publicada no ano
seguinte.
Conhece, em 1926, a Bahia e o
Rio de Janeiro, onde faz amizade com o poeta Manuel Bandeira, os escritores
Prudente de Morais Neto (Pedro Dantas), Rodrigo M. F. de Andrade, Sérgio
Buarque de Holanda, o compositor Villa-Lobos. Por intermédio de Prudente,
conhece Pixinguinha, Donga e Patrício e se inicia na nova música popular
brasileira em noitadas boêmias. Escreve um poema longo, modernista ou imagista
e ao mesmo tempo regionalista e tradicionalista, do qual Manuel Bandeira dirá
depois que é um dos mais saborosos do ciclo das cidades brasileiras: "Bahia
de todos os santos e de quase todos os pecados" (publicado no Recife,
no mesmo ano, em edição da Revista do Norte, reeditado, em 20 de junho
de 1942, na revista O Cruzeiro e incluído no livro Talvez poesia).
Segue para os Estados Unidos como delegado do Diário de Pernambuco ao
Congresso Pan-Americano de Jornalistas. É convidado para redator-chefe do mesmo
jornal e para oficial de gabinete do Governador eleito de Pernambuco, então
vice-presidente da República. Colabora (artigos humorísticos) na Revista do
Brasil com o pseudônimo de J. J. Gomes Sampaio. Publica-se no Recife a conferência
lida, no ano anterior, na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco: "A
propósito de Dom Pedro II" (edição da Revista do Norte; incluída,
em 1944, no livro Perfil de Euclydes e outros perfis). Promove no Recife
o 1º Congresso Brasileiro de Regionalismo.
Em 1927, assume o cargo de
oficial de gabinete do novo Governador de Pernambuco, Estácio de Albuquerque
Coimbra, casado com a prima de Alfredo Freyre, Joana Castelo Branco de
Albuquerque Coimbra.
Dirige, em 1928,a pedido de
Estácio Coimbra, o jornal A Província, onde passam a colaborar os
escritores novos do Brasil. Publica no mesmo jornal artigos e caricaturas com
diferentes pseudônimos: Esmeraldino Olímpio, Antônio Ricardo, Le Moine, J.
Rialto e outros. Nomeado pelo Governador Estácio Coimbra, por indicação do
diretor A. Carneiro Leão, torna-se professor da Escola Normal do Estado de
Pernambuco: primeira cadeira de Sociologia que se estabelece no Brasil com
moderna orientação antropológica e pesquisas de campo.
Acompanhando Estácio Coimbra
ao exílio, em 1930, em viagem por mar que começou na Bahia, conhece parte do
continente africano (Dacar, Senegal) e inicia, em Lisboa, as pesquisas e estudos
em que se basearia Casa-grande & senzala ("Em outubro de 1930
ocorreu-me a aventura do exílio. Levou-me primeiro à Bahia: depois a Portugal,
com escala pela África. O tipo de viagem ideal para os estudos e as preocupações
que este ensaio reflete", como escreverá no prefácio do mesmo livro)
A convite da Universidade de
Stanford, em 1931, segue para os Estados Unidos, como professor extraordinário
daquela Universidade. Volta, no fim do ano, para a Europa, demorando-se na
Alemanha, em novos contatos com seus museus de antropologia, de onde regressa ao
Brasil.
Continua, no Rio de Janeiro,
em 1932, as pesquisas para a elaboração de Casa-grande & senzala,
em bibliotecas e arquivos. Recusando convites para empregos que lhe foram feitos
pelos membros do novo governo brasileiro — um deles José Américo de Almeida
— vive, então, com grandes dificuldades financeiras, hospedando-se em casas
de amigos e em pensões baratas do então Distrito Federal. Estimulado pelo seu
amigo Rodrigo M. F. de Andrade, contrata com o poeta Augusto Frederico Schmidt
— editor à época — a publicação do livro por 500 mil reis mensais, que
recebe com irregularidades constantes. Regressa ao Recife, onde continua a
escrever Casa-grande & senzala, na casa do seu irmão Ulysses Freyre.
Em 1933, conclui o livro,
enviando os originais ao editor Schmidt, que o publica em dezembro.
Aparecem, em princípios de
1934, nos jornais do Rio de Janeiro os primeiros artigos sobre Casa-grande
& senzala, escritos por Yan de Almeida Prado, Roquette Pinto, João
Ribeiro e Agrippino Grieco, todos elogiosos. Organiza no Recife o 1º Congresso
de Estudos Afro-Brasileiros. Recebe o prêmio da Sociedade Felipe d'Oliveira
pela publicação Casa-grande & senzala. Lê na mesma Sociedade
conferência sobre "O escravo nos anúncios de jornal do tempo do Império",
publicada na revista Lanterna Verde. Regressa ao Recife e lê, no dia 24
de maio, na Faculdade de Direito e a convite de seus estudantes, conferência
publicada, no mesmo ano, pela Editora Momento: "O estudo das ciências
sociais nas universidades americanas". Publica-se no Recife (Oficinas
Gráficas The Propagandist, edição de amigos do autor, tiragem de apenas 105
exemplares em papel especial e coloridos a mão por Luís Jardim) o Guia prático,
histórico e sentimental da cidade do Recife, inaugurando, em todo o mundo,
um novo estilo de guia de cidade, ao mesmo tempo lírico e informativo e um dos
primeiros livros para bibliófilos publicados no Brasil.
A pedido dos alunos da
Faculdade de Direito do Recife, em 1935, e por designação do Ministro da Educação,
inicia na referida escola superior um curso de Sociologia com orientação
antropológica e ecológica. Segue, em setembro, para o Rio de Janeiro, onde, a
convite de Anísio Teixeira, dirige na Universidade do Distrito Federal o
primeiro curso de Antropologia Social e Cultural da América Latina. Publica-se
no Recife (Edições Mozart) o livro Artigos de jornal. Profere, a
convite de estudantes paulistas de Direito, no Centro XI de Agosto, da Faculdade
de Direito de São Paulo, a Conferência "Menos Doutrina mais Análise",
tendo sido saudado pelo estudante Osmar Pimentel.
Publica-se no Rio de Janeiro
(Companhia Editora Nacional, volume 64 da coleção Brasiliana), em 1936, o
livro que é uma continuação da série iniciada com Casa-grande &
senzala: Sobrados e mocambos. Viaja à Europa, visitando a França e
Portugal.
Em 1937 retorna à Europa,
desta vez como delegado do Brasil ao Congresso de Expansão Portuguesa no Mundo,
reunido em Lisboa. Lê conferências nas Universidades de Lisboa, Coimbra e
Porto e na de Londres (King's College), publicadas no Rio de Janeiro no ano
seguinte. Regressa ao Recife e lê conferência política no Teatro Santa
Isabel, a favor da candidatura de José Américo de Almeida à presidência da
República. A convite de Paulo Bittencourt, inicia colaboração semanal no Correio
da Manhã. Publica-se no Rio de Janeiro (José Olympio) o livro Nordeste
(aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do
Brasil).
É nomeado, em 1938, membro da
Academia Portuguesa de História pelo presidente Oliveira Salazar. Segue para os
Estados Unidos como lente extraordinário da Universidade de Colúmbia, onde
dirige seminário sobre Sociologia e História da Escravidão. Publica-se no Rio
de Janeiro (Serviço Gráfico do Ministério da Educação e Saúde) o livro Conferência
na Europa.
Em 1939 faz sua primeira
viagem ao Rio Grande do Sul. Segue, depois para os Estados Unidos, como
professor extraordinário da Universidade de Michigan. Publica-se no Rio de
Janeiro (José Olympio) a primeira edição do livro Açúcar (um livro
de receitas) e, no Recife (edição do autor, para bibliófilos), Olinda, 2º
guia prático, histórico e sentimental da cidade brasileira. Publica-se em
Nova Iorque (Instituto de las Españas en los Estados Unidos) O Escritor
Gilberto Freyre, vida y obra., do historiador Lewis Hanke.
A convite do Governo português,
lê no Gabinete Português de Leitura do Recife a conferência (publicada no
Recife, no mesmo ano, em edição particular) "Uma cultura ameaçada: a
luso-brasileira", em 1940. Faz conferências em diversas cidades
brasileira: Aracaju, Ministério das Relações Exteriores (DF), Porto Alegre, e
outras mais. Publica-se em Nova Iorque (Columbia University Press) o opúsculo Some
aspects of the social development on Portuguese America, separata d'O
Escritor. Publicam-se no Rio de Janeiro (José Olympio) os livros Um
engenheiro francês no Brasil e O mundo que o Português criou, com
longos prefácios, respectivamente, de Paul Arbousse Bastide e Antônio Sérgio.
Prefacia e anota o Diário íntimo do engenheiro Vauthier, publicado no
mesmo ano pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
No ano de 1941, casa-se no
Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro com a senhorita Maria Magdalena Guedes
Pereira. Viaja ao Uruguai, Argentina e Paraguai. Torna-se colaborador de La
Nación (Buenos Aires), dos Diários Associados, do Correio da
Manhã e de A Manhã (Rio de Janeiro). Publica-se no Recife
(Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental do Nordeste) a conferência
"Sociologia, Psicologia e Psiquiatria", depois expandida e
incluída no livro Problemas brasileiros de antropologia e contribuição
para uma Psiquiatria social brasileira que seria destacada pela Sorbonne ao
doutourá-lo H.C. Publica-se no Rio de Janeiro (Casa do Estudante do Brasil) e
em Buenos Aires, a conferência "Atualidade de Euclydes da Cunha"
(incluída, em 1944, no livro Perfil de Euclydes e outros perfis). Ao
ensejo da publicação, no Rio de Janeiro (José Olympio), do livro Região e
tradição, recebe homenagem de grande número de intelectuais brasileiros,
com um almoço no Jóquei Clube, em 26 de junho, do qual foi orador o jornalista
Dario de Almeida Magalhães.
Em 1942, é preso no Recife,
por ter denunciado, em artigo publicado no Rio de Janeiro, atividades nazistas e
racistas no Brasil, inclusive as de um padre alemão a quem foi confiada, pelo
governo do Estado de Pernambuco, a formação de jovens escoteiros. Juntamente
com seu pai, reage à prisão, quando levado para "a imunda Casa de
Detenção do Recife", sendo solto, no dia seguinte, por interferência
direta do seu amigo General Góes Monteiro. Recebe convite da Universidade de
Yale para ser professor de Filosofia Social, que não pôde aceitar. É
eleito para o Conselho Consultivo da American Philosophical Association. É
designado pelo Conselho da Faculdade de Filosofia da Universidade de Buenos
Aires "Adscrito Honorário" de Sociologia e eleito membro
correspondente da Academia Nacional de História do Equador. Publica-se em
Buenos Aires (Comisión Revisora de Textos de História y Geografia Americana) a
primeira edição de Casa-grande & senzala em espanhol, com introdução
de Ricardo Saenz Hayes. Publicam-se no Rio de Janeiro (José Olympio) o livro Ingleses
e a segunda edição de Guia prático, histórico e sentimental da cidade do
Recife. A Casa do Estudante do Brasil divulga, em segunda edição, a conferência
"Uma cultura ameaçada: a luso-brasileira", proferida no
Gabinete Português de Leitura do Recife(1940).
Visita a Bahia, em 1943, a
convite dos estudantes de todas as escolas superiores do Estado. Lê diversas
conferências as quais são incluídas, juntamente com os discursos proferidos
nas homenagens recebidas na Bahia, no livro Na Bahia em 1943, que teve
quase toda a sua tiragem apreendida, nas livrarias do Recife, pela Polícia do
Estado de Pernambuco. Recusa, em carta altiva, o convite que recebeu para ser
Catedrático de Sociologia da Universidade do Brasil. Inicia colaboração no O
Estado de S. Paulo em 30 de setembro. Por intermédio do Itamaraty. recebe
convite da Universidade de Harvard para ser seu professor, que também recusa.
Publicam-se em Buenos Aires (Espasa-Calpe Argentina) as primeiras edições, em
espanhol, de Nordeste e de Uma cultura ameaçada e a segunda, na
mesma língua, de Casa-grande & senzala. Publicam-se no Rio de
Janeiro (Casa do Estudante do Brasil) o livro Problemas brasileiros de
antropologia e o opúsculo Continente e Ilha (conferência
lida, em Porto Alegre, no ano de 1940 e incluída na segunda edição de Problemas
brasileiros de antropologia). Publica-se também, no Rio de Janeiro ( Livros
de Portugal ) uma edição de As Farpas, de Ramalho Ortigão e Eça de
Queiroz, selecionadas e prefaciadas por ele, bem como a 4ª edição de Casa-grande
& senzala, livro publicado a partir deste ano, pelo editor José
Olympio.
Em 1944, visita Alagoas e Paraíba,
a convite de estudantes desses Estados. Lê na Faculdade de Direito de Alagoas
conferência sobre Ulysses Pernambucano, publicada no ano seguinte. Deixa de
colaborar nos Diários Associados e em La Nación, em virtude da
violação e extravio constantes de sua correspondência. Em 9 de junho de 1944,
comparece à Faculdade de Direito do Recife, a convite dos alunos dessa escola,
para uma manifestação de regozijo em face da invasão da Europa pelos exércitos
aliados. Lê em Fortaleza a conferência "Precisa-se do Ceará".
Segue para os Estados Unidos, onde lê, na Universidade do Estado de Indiana, 6
conferências promovidas pela Fundação Patten e publicadas no ano seguinte, em
Nova Iorque, no livro Brazil: an interpretation. Publicam-se no Rio de
Janeiro os livros Perfil de Euclydes e outros perfis (José Olympio), Na
Bahia em 1943 (edição particular) e a segunda edição do guia Olinda.
A Casa do Estudante do Brasil publica, no Rio de Janeiro, o livro Gilberto
Freyre, de Diogo Melo Menezes, com prefácio consagrador de Monteiro Lobato.
Toma parte ativa, em 1945, ao
lado dos estudantes do Recife, na campanha pela candidatura do Brigadeiro
Eduardo Gomes à presidência da República. Fala em comícios, escreve artigos,
anima os estudante na luta contra a Ditadura. No dia 3 de março, por ocasião
do primeiro comício daquela campanha no Recife, começa a discursar, na sacada
da redação do Diário de Pernambuco, quando tomba a seu lado, assassinado pela
Polícia Civil do Estado, o estudante de Direito Demócrito de Sousa Filho. A
UDN oferece, em sua representação na futura Assembléia Nacional Constituinte,
um lugar aos estudantes do Recife e estes preferem que seu representante seja Gilberto
Freyre. A Polícia Civil do Estado de Pernambuco empastela e proíbe a
circulação do Diário de Pernambuco, impedindo-o de noticiar a chacina em que
morreram o estudante Demócrito e um popular. Com o jornal fechado, o retrato de
Demócrito é inaugurado na redação, com memorável discurso de Gilberto
Freyre: "Quiseram matar o dia seguinte" (cf. Diário de
Pernambuco 10 abr. 1945). Em 9 de junho, comparece à Faculdade de Direito do
Recife, como orador oficial da sessão contra a Ditadura. Publicam-se no Recife
(União dos Estudantes de Pernambuco) o opúsculo de sua autoria em apoio à
candidatura Eduardo Gomes: Uma campanha maior do que a da Abolição e a
conferência lida, no ano anterior, em Maceió: Ulysses. Publica-se em
Fortaleza (edição do autor) O Escritor Gilberto Freyre e alguns
aspectos da antropossociologia no Brasil, de autoria do médico Aderbal Sales.
Publica-se em Nova Iorque (Knopf) o livro Brazil: an interpretation.
Eleito deputado federal, em
1946, segue para o Rio de Janeiro, a fim de tomar parte nos trabalhos da Assembléia
Constituinte. Em 17 de junho, profere discurso de críticas e sugestões ao
projeto da Constituição, publicado em opúsculo: "Discurso pronunciado
na Assembléia Nacional Constituinte". Em 22 de junho lê no Teatro
Municipal de São Paulo, a convite do Centro Acadêmico "XI de
Agosto", conferência publicada no mesmo ano pela referida organização
estudantil: "Modernidade e modernismo na arte política". Em 16
de julho, lê na Faculdade de Direito de Belo Horizonte, a convite de seus
alunos, conferência publicada no mesmo ano: "Ordem, liberdade,
mineiridade". Em agosto inicia colaboração no Diário Carioca.
Em 29 de agosto, profere na Assembléia Constituinte outro discurso de crítica
ao projeto da Constituição. Em novembro, a Comissão de Educação e Cultura
da Câmara dos Deputados indica, com aplauso do escritor Jorge Amado, membro da
Comissão, o nome de Gilberto Freyre para o Prêmio Nobel de Literatura
de 1947, com o apoio de numerosos intelectuais brasileiros. Publica-se no Rio de
Janeiro a 5ª edição de Casa-grande & senzala e em Nova Iorque
(Knopf) a edição do mesmo livro em inglês: The masters and the slaves.
Em 1947, publica-se em Londres
a edição inglesa de The masters and the slaves, em Nova Iorque a
segunda impressão de Brazil: an interpretation e no Rio de Janeiro, a
edição brasileira deste livro em tradução de Olívio Montenegro: Interpretação
do Brasil (José Olympio). Publica-se em Montevidéu O Escritor Gilberto
Freyre y la sociología brasileña, de Eduardo J. Couture.
A convite da Unesco, em 1948,
toma parte, em Paris, no conclave de 8 notáveis cientistas e pensadores sociais
reunidos pela referida organização das Nações Unidas por iniciativa do então
diretor Julian Huxley para estudar as "Tensões que afetam a compreensão
internacional": trabalho em conjunto depois publicado em inglês e
francês. Lê, no Ministério das Relações Exteriores, a convite do Instituto
Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (Comissão nacional da Unesco)
conferência sobre o conclave de Paris. Repete na Escola do Estado-Maior do Exército
a conferência lida no Ministério da Relações Exteriores.
Inicia em 18 de setembro sua
colaboração no O Cruzeiro. Em dezembro, profere na Câmara dos
Deputados discurso justificando a criação do Instituto Joaquim Nabuco de
Pesquisas Sociais, com sede no Recife. Publicam-se no Rio de Janeiro (José
Olympio) o livro Ingleses no Brasil e os opúsculos O camarada Whitman,
Joaquim Nabuco e Guerra, paz e ciência (este editado pelo Ministério
das Relações Exteriores). Inicia sua colaboração no Diário de Notícias.
Em 1949, segue para os Estados
Unidos, a fim de tomar parte, na categoria de ministro como delegado parlamentar
do Brasil, na 4ª Conferência Internacional da Organização das Nações
Unidas. Profere diversas conferências no Brasil e no exterior. Publica-se, no
Rio de Janeiro (José Olympio), a conferência lida no ano anterior, na Escola
de Estado-Maior do Exército: Nação e Exército.
Em 11 de setembro de 1950,
inicia colaboração diária no Jornal Pequeno, do Recife, sob o título
"Linha de fogo" em prol da candidatura João Cleofas ao Governo
do Estado de Pernambuco. Tem ativa vida parlamentar, proferindo inúmeros
discursos. Em 08 de novembro despede-se de seus pares por não ter sido
reeleito. Publica-se em Urbana (University of Illinois Press) O Escritor
coletiva Tensions that cause wars, contendo as contribuições dos 8
cientistas sociais reunidos pela Unesco, em Paris, no ano de 1948. Contribuição
de Gilberto Freyre : "Internationalizing Social Sciences".
Publicam-se no Rio de Janeiro (José Olympio) a primeira edição do livro Quase
política e a sexta de Casa-grande & senzala.
Em 1951,publicam-se no Rio de
Janeiro (José Olympio) novas edições de Nordeste e de Sobrados e
mocambos (esta refundida e acrescida de 5 novos capítulos). A convite na
Universidade de Londres, escreve, em inglês, estudo sobre a situação do
professor no Brasil, publicado, no mesmo ano, pelo Year Book of Education.
Publica-se em Lisboa (livros do Brasil) a edição portuguesa de Interpretação
do Brasil.
Realiza, em 1952, conferências
na Europa, que lá são publicadas. O livro Casa Grande & Senzala tem
sua 7a. edição lançada no Rio de Janeiro. É lançado, também, em Paris,
traduzida por Roger Bastide. Passa a colaborar com o Diário Popular de Lisboa e
com os Jornal do Commércio do Recife.
Publicam-se no Rio de Janeiro
(José Olympio), em 1953, os livros Aventura e Rotina e Um
brasileiro em terras portuguesas.
Em 1954 é escolhido pela
Comissão das Nações Unidas para o estudo da Situação Racial na União
Sul-Africana e apresenta à Assembléia Geral da ONU um estudo por ela publicado
no mesmo ano: Elimination des conflits et tensions entre les races.
Publica-se no Rio de Janeiro a 8ª edição de Casa-grande & senzala e em
Milão (Fratelli Bocca), a primeira edição, em italiano, de Interpretazione
del Brasile. Em agosto é encenada no Teatro Santa Isabel a dramatização
de Casa-grande & senzala, feita por José Carlos Cavalcanti Borges.
Publica-se no Rio de Janeiro
(Edições Condé), em 1955, o livro para bibliófilos, com ilustrações
de Lula Cardoso Ayres, Assombrações do Recife velho. Publicam-se no Rio
de Janeiro (Serviço de Documentação do MEC) o opúsculo Reinterpretando
José de Alencar e a segunda edição do Manifesto regionalista de 1926.
Comparece ao 3º Congresso
Mundial de Sociologia, realizado em Amsterdam e no qual apresenta a comunicação,
publicada em Louvain, no mesmo ano, pela Associação Internacional de
Sociologia: Morals and social change. Para discutir Casa-grande &
senzala, e outras obras e idéias e métodos de Gilberto Freyre reúnem-se
em Cerisy-LaSalle, os escritores e professores M. Simon, R. Bastide, G.
Gurvitch, Leon Bourdon, Henri Gouhier, Jean Duvignaud, Tavares Bastos, Clara
Mauraux, Nicolas Sombart, Mário Pinto de Andrade: talvez a maior homenagem já
prestada na Europa a um intelectual brasileiro. Publica-se em Nova Iorque
(Knopf) a segunda edição, em inglês, de Casa-grande & senzala.
Publica-se em Paris (Gallimard) a primeira edição de Nordeste em francês:
Terres du sucre.
Publica-se, em 1957, no Rio de
Janeiro (José Olympio) a 2ª edição de Sociologia; no México
(Editorial Cultural) o opúsculo A experiência portuguesa no trópico
americano; em Lisboa (Livros do Brasil) a primeira edição portuguesa de Casa-grande
& senzala e O Escritor Gilberto Freyre's "Luso-tropicalism",
de autoria de Paul V. Shaw (Centro de Estudos Políticos e Sociais da Junta de
Investigações do Ultramar).
Em 1958, publica-se em
Lisboa (Centro de Estudos Políticos e Sociais da Junta de Investigações do
Ultramar) o livro, com texto em português e inglês, Integração portuguesa
nos trópicos/Portuguese integration in the tropics. Publica-se no Rio de
Janeiro (José Olympio) a 9ª edição brasileira de Casa-grande &
senzala.
Publica-se, em 1959, em Nova
Iorque (Knopf), New world in the tropics, cujo texto contém,
grandemente expandido e praticamente reescrito, o livro (publicado em 1945 pelo
mesmo editor) Brazil: an interpretation; na Guatemala (Editorial de
Ministério de Educación Pública "José de PinedaIbarra") o opúsculo
En torno a algunas tendencias actuales de la antropologia; no Recife
(Arquivo Público do Estado de Pernambuco) o opúsculo A propósito de Morão,
Rosa e Pimenta; sugestões em torno de uma possível hispanotropicologia; no
Rio de Janeiro (José Olympio) a primeira edição do livro Ordem e progresso
(terceiro volume da série Introdução à história da sociedade patriarcal no
Brasil, iniciada com Casa-grande & senzala, continuada com Sobrados
e mocambos e a ser concluída com Jazigos e covas rasas, este ainda
em preparo) e O velho Félix e suas Memórias de um Cavalcanti ( que é a
segunda edição, aumentada, da introdução ao livro Memórias de um
Cavalcanti, publicado em 1940); em Salvador (Universidade da Bahia) o livro A
propósito de frades e o opúsculo Em torno de alguns túmulos afro-cristãos
de uma área africana contagiada pela cultura brasileira; e em São Paulo (
Instituto Brasileiro de Filosofia) o ensaio A filosofia da história do
Brasil n'O Escritor de Gilberto Freyre, de autoria de Miguel Reale.
Viaja pela Europa, em 1960,
nos meses de agosto e setembro, lendo conferências em universidades francesas,
alemãs, italianas e portuguesas. Publica-se em Lisboa (Livros do Brasil) o
livro Brasis, Brasil e Brasília, e no Rio de Janeiro (José Olympio) a 3ª
edição do livro Olinda.
Publica-se em Tóquio (Ministério
da Agricultura do Japão, série de "Guias para os emigrantes em países
estrangeiros"), em 1961, a edição japonesa de New world in the
tropics: Atsuitai no sin sekai. Publica-se em Lisboa (Comissão Executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante Dom Henrique) - em
português, francês e inglês - o livro O luso e o trópico: Les portugais
et les tropiques e The Portuguese and the tropics (edições separadas).
Publica-se no Recife (Imprensa Universitária) o livro Sugestões de um novo
contato com universidades européias; no Rio de Janeiro (José Olympio) a
terceira edição brasileira de Sobrados e mocambos e a 10ª edição
brasileira (11ª em língua portuguesa) de Casa-grande & senzala.
Realiza diversas conferências no Brasil e no exterior.
Em fevereiro de 1962, a Escola
de Samba da Mangueira desfila, no Carnaval do Rio de Janeiro, com enredo
inspirado por Casa-grande & Senzala. Em agosto é admitido pelo
Presidente da República como Comandante do corpo de graduados da Ordem do Mérito
Militar. Em novembro, dirige na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
um curso de seis lições sobre Sociologia da História. Em 19 de novembro
recebe o grau de Doutor honoris causa pela Faculdade de Letras de Coimbra.
Publicam-se no Rio de Janeiro (José Olympio) os livros Talvez poesia e Vida,
forma e cor, a 2ª edição de Ordem e progresso e a terceira de Sociologia;
em São Paulo (Livraria Martins Editora) o livro Arte, ciência e trópico;
em Lisboa (Livros do Brasil) as edições portuguesas de Aventura e rotina
e de Um brasileiro em terras portuguesas. Publica-se no Rio de Janeiro
(José Olympio) O Escritor coletiva Gilberto Freyre: sua ciência, sua
filosofia, sua arte (ensaios sobre o autor de Casa-grande & senzala
e sua influência na moderna cultura do Brasil, comemorativos do 25º aniversário
da publicação desse seu livro).
Em 10 de junho de 1963,
inaugura-se no Teatro Santa Isabel do Recife uma exposição sobre Casa-grande
& senzala. Em 20 de agosto, o Governo de Pernambuco promulga a Lei
estadual nº 4.666, de iniciativa do deputado Paulo Rangel Moreira, que autoriza
a edição popular, pelo mesmo Estado, de Casa-grande & senzala.
Publica-se em Nova Iorque (Knopf) a edição de Sobrados e mocambos em
inglês, The mansionsand the shanties; the making of modern Brazil; em
Washington, D.C. (Pan American Union) o livro Brazil; em Brasília
(Editora Universidade de Brasília) a 12ª edição brasileira de Casa-grande
& senzala (13ª em língua portuguesa) e no Recife (Imprensa Universitária)
o livro O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX.
No ano de 1964, recebe, em
setembro, o Prêmio Moinho Santista para Ciências Sociais. Viaja aos Estados
Unidos e participa, como conferencista convidado, de diversos eventos.
Publica-se em Nova Iorque (Knopf) uma edição abreviada (Paperback) de The
masters and the slaves; no Rio de Janeiro (José Olympio) a
"semi-novela" Dona Sinhá e o filho padre, o livro Retalhos
de jornais velhos (2ª edição, consideravelmente ampliada, de Artigos
de jornal), e a 13ª edição brasileira de Casa-grande &
senzala. Segundo noticiado, recusou convite do Presidente Castelo Branco
para ser Ministro da Educação e Cultura.
Em 9 de novembro de 1965,
gradua-se, in absentia, Doutor pela Universidade de Paris (Sorbonne). A consagração
cultural pela Sorbonne juntou-se à recebida das Universidades da Colúmbia e de
Coimbra e às quais se juntaram as de Sussex (Inglaterra) e Münster(Alemanha).
Publica-se em Berlim (Kiepenheur & Witsch) a primeira edição de Casa-grande
& senzala em alemão: Herrenhans und Sklavenhutte; ein bild der
Brasihanischen gesellschaft.
Por solicitação das Nações
Unidas, apresenta ao "United Nations Human Rights Seminaron Apartheid"
(realizado em Brasília, de 23 de agosto a 5 de setembro de 1966) um trabalho de
base sobre "Race mixture and cultural interpenetration: the Brazilian
example". Por sugestão sua, funda-se na Universidade Federal de
Pernambuco. Publica-se em Barnet, Inglaterra Universidade de Colúmbia pelo
The racial factor in contemporary politics; no Recife (Governo do Estado
de Pernambuco) o primeiro tomo da 14ª edição brasileira (15ª em língua
portuguesa) de Casa-grande & senzala (edição popular); e no Rio de
Janeiro (José Olympio) a 15ª edição brasileira do mesmo livro.
Em julho de 1967, viaja aos
Estados Unidos, para receber, no Instituto Aspen de Estudos Humanísticos, o Prêmio
Aspen do ano. Publica-se em Lisboa (Fundação Calouste Gulbenkian) o livro Sociologia
da medicina; em Nova Iorque (Knopf) a tradução da "semi-novela" Dona
Sinhá e o filho padre: Mother and son, a Brazilian tale; no Recife
(Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais) a 2ª edição de Mocambos do
Nordeste e a 3ª edição do Manifesto regionalista de 1926; em São
Paulo (Arquimedes Edições) o livro O Recife, sim! Recife, não! e no
Rio de Janeiro (José Olympio) a 4ª edição de Sociologia.
Em 1968, viaja à Alemanha
Ocidental, onde recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Münster
por seu O Escritor comparada à de Balzac. Publica-se em Lisboa (Academia
Internacional da Cultura Portuguesa) o livro em 2 volumes, Contribuição
para uma sociologia da biografia: o exemplo de Luiz de Albuquerque, governador
de Mato Grosso no fim do século XVIII. Publica-se no Distrito Federal
(Editora Universidade de Brasília) o livro Como e porque sou e não sou sociólogo;
e no Rio de Janeiro (Gráfica Record Editora) as segundas edições dos livros Região
e tradição e Brasis, Brasil e Brasília. Ainda no Rio de Janeiro,
publica-se (José Olympio) as quartas edições dos livros Guia prático,
histórico e sentimental da cidade do Recife e Olinda, 2º Guia prático, histórico
e sentimental de cidade brasileira.
Recebe o Prêmio Internacional
de Literatura "La Madoninna", em 1969. A Universidade Federal de
Pernambuco lança os dois primeiros volumes do Seminário de Tropicologia,
relativos ao ano de 1966: Trópico & Colonização, Nutrição, Homem,
Religião, Desenvolvimento, Educação e Cultura, Trabalho e Lazer, Culinária,
População. Publica-se no Rio de Janeiro (José Olympio) a 16ª edição
brasileira de Casa-grande & senzala.
Completa setenta anos de idade
residindo na província e trabalhando como se fosse um intelectual ainda jovem:
escrevendo livros, colaborando em jornais e revistas nacionais e estrangeiros,
dirigindo cursos, proferindo conferências, presidindo o Conselho Diretor e
animando as atividades do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais,
presidindo o Conselho Estadual de Cultura, dirigindo o Centro Regional de
Pesquisas Educacionais e o Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de
Pernambuco, comparecendo às reuniões mensais do Conselho Federal de Cultura e
atendendo a convites de universidades européias e norte-americanas.
Recebe a 26 de novembro de
1971, em solenidade realizada no Gabinete Português de Leitura, do Recife, e
tendo como paraninfo o Ministro Mário Gibson Barbosa, o título de Doutor
Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco. A Rainha Elizabeth lhe
confere o título de Sir (Cavaleiro Comandante do Império Britânico) e a
Universidade Federal do Rio de Janeiro o grau de Doutor Honoris Causa em
Filosofia. Publica-se a primeira edição da Seleta para jovens (José
Olympio) e O Escritor Nós e a Europa germânica (Grifo Edições).
Recebe o título de Cidadão
de Olinda, em 1972. Recebe, em sessão solene da Assembléia Legislativa do
Estado de Pernambuco, a medalha Joaquim Nabuco.
Recebe em São Paulo, no ano
de 1973, o "Troféu Novo Mundo", e o "Troféu Diários
Associados". Expõe telas de sua autoria na Galeria Portal de São Paulo.
Por decreto do então Presidente E. G. Médici, é reconduzido ao Conselho
Federal de Cultura. Viaja a Angola. Recebe em setembro, em João Pessoa, o
título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba. Em
13 de dezembro é operado pelo prof. Euríclides de Jesus Zerbini, cardiologista
de renome, no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Em 1974, recebe em São Paulo
o troféu Novo Mundo conferido pelo Centro de Artes Novo Mundo. A 29 de agosto a
Universidade Federal de Pernambuco inaugura no saguão da Reitoria uma placa
comemorativa dos 40 anos de Casa-grande & senzala. A 12 de outubro
recebe a Medalha de Ouro José Vasconcelos, outorgada pela Frente de Afirnación
Hispanista do México. O cineasta Geraldo Sarno realiza documentário de 5
minutos intitulado "Casa-grande & senzala", de acordo com
uma idéia de Aldous Huxley. O editor Alfred A. Knopf publica em Nova York O
Escritor The Gilberto Freyre Reader.
Recebe em 15 de outubro de
1975, do Sindicato dos Professores do Ensino Primário e Secundário de
Pernambuco e da Associação dos Professores do Ensino Oficial, o título de
Educador do Ano, por relevantes serviços prestados à comunidade nordestina no
campo da Educação e da Pesquisa Social. O Instituto do Açúcar e do Álcool
lança em 15 de novembro o Prêmio de Criatividade Gilberto Freyre, para
os melhores ensaios sobre aspectos sócio-econômicos da zona canavieira do
Nordeste. Publicam-se no Rio de Janeiro suas obras Tempo morto e outros
tempos (José Olympio), O Brasileiro entre os outros hispanos (idem)
e Presença do açúcar na formação brasileira (I.A.A.).
Viaja à Europa em setembro de
1976. A Livraria José Olympio Editora publica a 17ª edição brasileira
de Casa-grande & senzala e o IJNPS a 6ª edição do Manifesto
regionalista, sendo lançada, também, a 2ª edição portuguesa de Lisboa
de Casa-grande & senzala.
A Livraria José Olympio
Editora publica, em 1977, O outro amor do Dr. Paulo (Seminovela, continuação
de Dona Sinhá e o filho padre). A Editora Nova Aguilar publica, em dezembro, O
Escritor Escolhida, volume em papel bíblia que inclui Casa-grande &
senzala, Nordeste e Novo mundo nos Trópicos, com introdução de Antônio
Carlos Villaça, Cronologia da Vida e d'O Escritor e Bibliografia Ativa e
Passiva, por Edson Nery da Fonseca. Estréia em janeiro no Nosso Teatro (Recife)
a peça Sobrados e mocambos. Recebe em fevereiro, do embaixador Michel
Legendre, a faixa e as insígnias de Comendador das Artes e Letras da França. É
acolhido como sócio honorário do PEN Clube do Brasil. Inicia em outubro
colaboração semanal na Folha de São Paulo. A Editora Ayacucho publica em
Caracas a 3ª edição em espanhol de Casa-grande & senzala, com
introdução de Darcy Ribeiro. As Ediciones Cultura Hispánica publicam em Madri
a edição em espanhol da Seleta para jovens, com título de Antologia.
A editora Espasa-Calpe publica, em Madri, Mas allá de lo Moderno, com
prefácio de Julián Marías. A Livraria José Olympio Editora publica a 5ª edição
de Sobrados e mocambos e a 18ª edição brasileira de Casa-grande
& senzala.
A Editora Nova Fronteira
publica, em 1978, Alhos & bugalhos. A Editora Cátedra publica Prefácios
desgarrados. A Ranulpho Editora de Arte publica Arte & ferro, com
pranchas de Lula Cardoso Ayres. O Conselho Federal de Cultura publica Cartas
do próprio punho sobre pessoas e coisas do Brasil e do estrangeiro. A
Editora Gallinard publica a 14ª edição de Maítres et Esclaves, na
coleção TEL. A Livraria Editora José Olympio publica a 19ª edição
brasileira de Casa-grande & senzala. A Fundação Cultural do Mato
Grosso publica a 2ª edição de Introdução a uma sociologia da biografia.
Em 1979, o Arquivo Público
Estadual de Pernambuco publica, em março, a edição fac-similar do Livro do
Nordeste. É homenageado no 44º Congresso Mundial de Escritores do PEN
Clube Internacional, realizado no Rio de Janeiro, ocasião em que recebe a
medalha Euclides da Cunha, sendo saudado pelo escritor Mário Vargas Llosa.
Recebe o grau de Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Ciências Médicas da
Fundação do Ensino Superior de Pernambuco - Universidade de Pernambuco, em
setembro. Profere diversas palestras no Brasil e no exterior. A Editora Artenova
publica Oh de Casa! A Editora Cultrix publica Heróis e vilões no
romance brasileiro. A MPM Propaganda publica Pessoas, coisas &
animais, em edição fora do comércio. A Editora IBRASA publica Tempo de
aprendiz.
Em 1980, recebe diversas
homenagens pelos seus oitenta anos de vida. Recebe em São Paulo a medalha de
Ordem do Ipiranga. O Governador do Estado de Sergipe lhe confere o galardão de
Comendador da Ordem do Mérito Aperipê. O Congresso Nacional realiza sessão
solene, destinada a homenagear o escritor Gilberto Freyre.
É homenageado durante a 32ª
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada
no Rio de Janeiro. Da mesma forma, pelo XII Congresso Brasileiro de Língua e
Literatura, promovido pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro e
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Recebe do embaixador Hansjorg Kastl a Grã-Cruz
do Mérito da República Federativa da Alemanha. Recebe o prêmio Jabuti,
de São Paulo, em 28 de outubro.
Recebe, em 11 de dezembro, o
grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica de Pernambuco. A
Ranulpho Editora de Arte publica o álbum, Gilberto poeta: algumas confissões,
com serigrafias de Aldemir Martins, Jenner Augusto, Lula Cardoso Ayres, Reynaldo
Fonseca e Wellington Virgolino e posfácio de José Paulo Moreira da Fonseca. As
Edições Pirata, do Recife, publicam Poesia reunida. A Editora José
Olympio publica a 20a. edição brasileira de Casa-grande & senzala,
com prefácio do Ministro Eduardo Portella. A Editora José Olympio publica a 5ª
edição de Olinda. A Editora José Olympio publica a 3ª edição da Seleta
para jovens. A Companhia Editora Nacional publica a 2ª edição de O
Escravo nos anúncios de jornais brasileiros do Século XIX. A Editora José
Olympio publica a 2ª edição brasileira de Aventura e rotina.
Em 25 de março de 1981,
recebe do embaixador francês Jean Beliard a rosette de Oficial da Légion
d'Honneur. Lançamento, no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, da edição em
quadrinhos de Casa-grande & senzala, numa promoção da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional e Editora Brasil-América. Viaja à
Espanha, em outubro, para tomar posse no Conselho Superior do Instituto de
Cooperação Ibero-Americana, nomeado que foi pelo rei João Carlos I.
Recebe, em 1982, do embaixador
Javier Vallaure, na Embaixada da Espanha em Brasília, a Grã-Cruz de Alfonso,
El Sabio (outubro). A Editora Massangana publica Rurbanização: o que é?.
A Editora Klett-Cotta, de Stuttgart, publica a primeira edição alemã de Das
Landin der Stadt Die Entwicklung der urbanen Gesellschaft Brasiliens (Sobrados
e mocambos) e a segunda de Herrenhaus und Sklavenhütte (Casa-grande
& senzala).
Iniciam-se em 21 de março de
1983 — Dia Internacional das Nações Unidas contra a discriminação racial
— as comemorações do cinqüentenário da publicação de Casa-grande
& senzala, ocasião em que o Diretor-Geral da Unesco, Amadou M'Bow, lhe
entrega a medalha "Homenagem da Unesco". Em abril, expõe seus últimos
desenhos e pinturas na Galeria Aloísio Magalhães. Em 27 de outubro, participa
de sessão solene da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa de
História, comemorativa do cinqüentenário da publicação de Casa-grande
& senzala. A Editora Massangana publica Apipucos: que há num nome?.
A Editora Globo publica Insurgências e ressurgências atuais e Médicos,
doentes e contextos sociais (2ª edição de Sociologia da medicina).
É realizado o lançamento, em
20 de janeiro de 1984, de selo postal comemorativo do cinqüentenário de Casa-grande
& senzala. Profere diversas palestras em capitais de Estados
brasileiros. Em setembro de 1984, o Balé Studio Um realiza no Recife o
espetáculo de dança Casa-grande & senzala, sob a direção de
Eduardo Gomes e com música de Egberto Gismonti. Recebe a Medalha Picasso da
Unesco, desenhada por Juan Miró em comemoração do centenário do pintor
espanhol.
Recebe, em 1985, nos Estados
Unidos, na Baylor University, o prêmio consagrador de notáveis triunfos
(Distinguished Achievement Award). Realiza exposição na Galeria Metropolitana
Aloísio Magalhães do Recife: "Desenhos a cor: figuras humanas e
paisagens". Recebe, em agosto, o grau de Doutor Honoris Causa em direito e
em Letras pela Universidade Clássica de Lisboa. Em 20 de novembro, é feita a
apresentação, no Cine Bajado, de Olinda, do filme de Kátia Mesel Oh de
Casa!. Em dezembro viaja a São Paulo, sendo hospitalizado no INCOR para
cirurgia de um divertículo de Zenkel (hérnia do esôfago). A Editora José
Olympio publica a 7ª edição de Sobrados e mocambos e a 5ª edição de
Nordeste.
Após a operação, em janeiro
de 1986, regressa ao Recife, exclamando: "agora estou em casa, meu
Apipucos". Em fevereiro, volta a São Paulo para uma cirurgia de próstata
no INCOR. Recebe em abril, em sua residência de Apipucos, do embaixador Bernard
Dorin, a comenda de Grande Oficial da Legião de Honra, no grau de Cavaleiro. Em
agosto, recebe o título de Cidadão de Aracaju. Em 28 de outubro é eleito para
ocupar a cadeira 23 da Academia Pernambucana de Letras, vaga com a morte de
Gilberto Osório de Andrade, na qual toma posse em dezembro. Publica-se em
Budapeste a edição húngara de Casa-grande & senzala: Udvarház
ès Szolga Szállás.
Institui, em 11 de março de
1987, a Fundação Gilberto Freyre. Em abril, submete-se a uma cirurgia
para introdução de marca-passo. Em 18 de abril, Sábado Santo, recebe de Dom
Basílio Penido O.S.B. os sacramentos da Reconciliação, da Eucaristia e dos
Enfermos. Morre no Hospital Português, às 4 horas da madrugada de 18 de julho,
aniversário de Madalena. É sepultado no Cemitério de Santo Amaro. A Editora
Record publica Modos de homem e modas de mulher e as segundas edições
de Vida, forma e cor, assombrações do Recife Velho e Perfil de
Euclydes e Outros Perfís. A Editora José Olympio publica a 25ª edição
brasileira de Casa-grande & senzala. O Círculo do Livro publica nova
edição de Dona Sinhá e o filho padre. A Editora Massangana publica Pernambucanidade
consagrada (discursos de Gilberto Freyre e Waldemar Lopes na Academia
Pernambucana de Letras).
BIBLIOGRAFIA
PUBLICAÇÕES NO BRASIL:
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formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Rio de
Janeiro: Maia & Schmidt, 1933.
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Jardim. Recife: s. n., 1934.
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urbano. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936.
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do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1937.
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1938. 112p.
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Janeiro: José Olympio, 1939.
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Ilustrado por Manuel Bandeira. Recife: Edição do autor, 1939.
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do Brasil com Portugal e as colônias portuguesas. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1940.(Documentos Brasileiros, 28).
- UM ENGENHEIRO francês no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio,
1940.(Documentos Brasileiros, 26).
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paisagem e a cultura do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (Documentos
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- QUASE política: 9 discursos e 1 conferência mandados publicar por um grupo
de amigos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950.
- AVENTURA e rotina: sugestões de uma viagem a procura das constantes
portuguesas de caráter e ação. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
(Documentos Brasileiros, 77).
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luso-tropicologia acompanhada de conferências e discursos proferidos em
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monarquia para a república. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. 2v.
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- O ESCRAVO nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX: tentativa de
interpretação antropológica, através de anúncios de jornais, de característicos
de personalidade e de deformações de corpo de negros ou mestiços, fugidos ou
expostos à venda, como escravos, no Brasil do século passado. Recife: Imprensa
Universitária, 1963.
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- RETALHOS de jornais velhos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.
- VIDA social no Brasil nos meados do século XIX. Traduzido por Waldemar
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- 6 CONFERÊNCIAS em busca de um leitor. Rio de Janeiro: José Olympio, 1965.
- O RECIFE , sim! Recife, não! Rio de Janeiro: Arquimedes, 1967.
- BRASIS, Brasil e Brasília: sugestões em torno de problemas brasileiros de
unidade e diversidade e das relações de alguns deles com problemas gerais de
pluralismo étnico e cultural. Rio de Janeiro: Record, 1968.
- COMO e porque sou e não sou sociólogo. Brasília: Universidade de Brasília,
1968.
- OLIVEIRA Lima, Don Quixote gordo. Recife: Imprensa Universitária, 1968.
- NÓS e a Europa germânica: em torno de alguns aspectos das relações do
Brasil com a cultura germânica no decorrer do século XIX. Rio de Janeiro:
Grifo, 1971.
- NOVO mundo nos trópicos. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971.
- SELETA para jovens. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971.
- A CONDIÇÃO humana e outros temas. Rio de Janeiro: Grifo, 1972.
- ALÉM do apenas moderno: sugestões em torno de possíveis futuros do homem,
em geral, e do homem brasileiro, em particular. Rio de Janeiro: José Olympio,
1973.
- O BRASILEIRO entre os outros hispanos: afinidades e possíveis futuros nas
suas interrelações. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. (Coleção Documentos
Brasileiros, 168).
- A PRESENÇA do açúcar na formação brasileira. Rio de Janeiro: Instituto do
Açúcar e do Alcool, 1975. (Coleção Canavieira, 16).
- TEMPO morto e outros tempos: trechos de um diário de adolescência e primeira
mocidade, 1915-1930. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. -CASAS-GRANDES &
senzalas. Recife: Ranulpho Editora de Artes, 1977.
- OBRA escolhida: Casa-grande & senzala, Nordeste e Novo mundo nos trópicos.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1977.
- O OUTRO amor do Dr. Paulo: seminovela, continuação de Dona Sinhá e o filho
padre. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.
- ALHOS e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce a cachaça; de
José Lins do Rego ao cartão postal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978.
- ARTE & ferro: em torno de portões, varandas e grades do Recife velho.
Recife: Ranulpho Editora de Arte, 1978
- CARTAS do próprio punho sobre pessoas e coisas do Brasil e do estrangeiro.
Organizado por Sylvio Rabello. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura,
1978.
- CONTRIBUIÇÃO para uma sociologia da biografia: o exemplo de Luís de
Albuquerque, governador de Mato Grosso, no fim do século XVII. Cuiabá: Fundação
Cultural de Mato Grosso, 1978.
- PREFÁCIOS desgarrados. Organizado por Edson Nery da Fonseca. Rio de Janeiro:
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- HERÓIS e vilões no romance brasileiro: em torno das projeções de tipos sócio-antropológicos
em personagens de romances nacionais do século XIX e do atual. São Paulo:
Cultrix, 1979.
- OH DE CASA! em torno da casa brasileira e de sua projeção sobre um tipo
nacional de homem. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1979.
- PESSOAS, coisas & animais. Organizado por Edson Nery da Fonseca. São
Paulo: MPM Propaganda, 1979.
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- INSURGÊNCIAS e ressurgências atuais: cruzamentos de sins e nãos num mundo
em transição. Rio de Janeiro: Globo, 1983.
- MÉDICOS, doentes e contextos sociais: uma abordagem sociológica. Rio de
Janeiro: Globo, 1983.
- HOMENS, engenharias e rumos sociais: em torno das relações entre homens de
hoje, sobretudo os brasileiros, e as três engenharias indispensáveis a políticas
de desenvolvimento e segurança, por um lado, e por outro lado, a ajustamentos a
espaços e a tempos, a engenharia física, a humana e a social, considerando-se,
inclusive, o desafio, a essas engenharias, das selvas do Brasil, em particular,
das amazônicas. Organizado por Edson Nery da Fonseca. Rio de Janeiro: Record,
1987.
- MODOS de homem & modas de mulher. Rio de Janeiro: Record, 1987.
- FERRO e civilização no Brasil. Recife: Fundação Gilberto Freyre, 1988.
- BAHIA e baianos. Salvador: Fundação das Artes, 1990.
- DISCURSOS parlamentares. Brasília: Câmara dos Deputados, 1994.
- NOVAS conferências em busca de leitores. Organizado por Edson Nery da
Fonseca. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1995.
PUBLICAÇÕES NO EXTERIOR:
Alemanha
HERRENHAUS und sklavenhütte: ein bild der
brasilianischen gesellschaff. (Casa Grande & senzala. Traduzido por Ludwig
Graf von Schönfeldt. Berlin: Kiepenheur & Witsch, 1965.
DAS LAND in der stadt: die entwicklung der
urbanen gasellschaft brasiliens. (Sobrados e mocambos). Traduzido por Ludwig
Graf Schönfeldt. Stuttgart: Klett-Cota, 1982.
Argentina
CASA-GRANDE y senzala: formación de la
familia brasileña bajo el régimen de la economía patriarcal. Traduzido por
Benjamín de Garay. Buenos Aires: s. n., 1942. 2v
NORDESTE: aspectos de la influencia de la caña sobre la vida y el paisaje del
nordeste del Brasil. Traduzido por Cayetano Romano. Buenos Aires: Espasa Calpe,
1943.
Espanha
MÁS ALLÁ de lo moderno.
Traduzido por Maria Josefa Canellada. Madrid: Espasa-Calpe, 1977.
Estados Unidos
BRAZIL: an interpretation.
New York: Alfred A. Knopf, 1945.
THE MASTERS and the slaves:
a study in the development of brazilian civilization. Traduzido por Samuel
Putnam. New York: Alfred A. Knopf, 1946.
MOTHER and Son. New York:
Alfred A. Knopf, 1967.
NEW world in the tropics:
the culture of modern Brazil. New York: A. Knopf, 1959.
THE MANSIONS and the
Shanties: the making of modern Brazil. Traduzido por Harriet de Onís. New
York: Alfred. A. Knopf, 1963.
THE GILBERTO Freyre reader:
varied writings by the author of the brasilian classics, The masters and the
slaves, The mansions and the shanties, and Order and progress. New York:
Alfred A. Knopf, 1974.
ORDER and Progress: Brazil
from monarchy to republic. Berkeley: University of California Press, 1986.
França
MAÎTRES et esclaves: la
formation de la societé brésilienne. Traduzido por Roger Bastide. Paris:
Gallimard, [1952].
TERRES du Sucre. Traduzido
por Jean Orecchioni. Paris: Gallimard, 1956.
Hungria
UDVARÁZ SZOLGAZÁLLÁS: a Brazil család a
patriarchális gazdasági rendeszerben. (Casa-Grande & senzala). Traduzido
por S. Tóth Eszter. Budapest: Gondolat, 1985.
Inglaterra
THE HISTORY of Brazil: The masters and the
slaves, The mansions and the shanties and Order and progress. London: Secker
& Warburgh, 1971. 3v.
Itália
INTERPRETAZIONE del Brasile. Traduzido por
Franco Lo Presti Seminerio. Milano: Frattelli Bocca, 1954.
PADRONI e schiavi: la formazione della
famiglia brasiliana in regime di economia patriarcale. Traduzido por Alberto
Pescetto. Torino: Giulio Einaudi, 1965.
NORDESTE: l´uomo e gli elementi. Traduzido
por Alberto Pescetto. Milano: Rizzoli, 1970.
CASE e catepecchie: la decadenza del
patriarcato rurale brasiliano e lo sviluppo della famiglia urbana. Traduzido por
Alberto Pescetto. Torino: Giulio Einaudi, 1972. 2v.
SOCIOLOGIA della medicina: breve introduzione
allo studio dei suoi principi, metodi e com altre sociologie e altre scienze.
Milano: Rizzoli, 1975.
Japão
A TSUITAI no sin Sekai. Tokyo: Shinsekaisha,
1961.
México
INTERPRETACIÓN del Brasil. Traduzido por
Teodoro Ortiz e Demetrio Aguilera-Malta. México: Fondo de Cultura Económica,
1987.
Polônia
PANOWE i niemolnick Gilberto Freyre.
(Casa-Grande & senzala). Traduzido por Helena Czajka. Warszawa: Panstwowy
Instytut Wydawniczy, 1985.
Portugal
AVENTURA e rotina: sugestões de uma viagem à
procura das constantes portuguesas de carácter e acção. Lisboa: Livros do
Brasil, s.d.
UM BRASILEIRO em terras portuguesas: introdução
a uma possível lusotropicologia acompanhada de conferências e discursos
proferidos em Portugal e em terras lusitanas e ex-lusitanas da Ásia, da África
e do Atlântico. Lisboa: Livros do Brasil, s.d.
DONA Sinhá e o Filho Padre: seminovela.
Lisboa: Livros do Brasil, s.d.
O MUNDO que o português criou: aspectos das
relações sociais e de cultura do Brasil com Portugal e as colônias
portuguesas. Lisboa: Livros do Brasil, s.d.
ORDEM e progresso: processo de desintegração
das sociedades patriarcal e semipatriarcal no Brasil sob o regime de trabalho
livre, aspectos de um quase meio século de transição do trabalho escravo para
o trabalho livre e da monarquia para a república. Lisboa: Livros do Brasil,
s.d. 2v.
SOBRADOS e mocambos: decadência do
patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. Lisboa: Livros do Brasil, s.d. 2
v.
INTERPRETAÇÃO do Brasil: aspectos da formação
social brasileira como processo de amalgamento de raças e culturas. Tradução
de Olívio Montenegro. Lisboa: Livros do Brasil, 1951.
CASA-GRANDE & senzala: formação da família
brasileira sob o regime de economia patriarcal. Lisboa: Livros do Brasil,
[1957].
INTEGRAÇÃO portuguesa nos trópicos.
Portuguese integration in the tropics. Lisboa: Junta de Investigações do
Ultramar, 1958.
BRASIS, Brasil e Brasília: sugestões em
torno de problemas brasileiros de unidade e diversidade e das relações de
alguns deles com problemas gerais de pluralismo étnico e cultural. Lisboa:
Livros do Brasil, 1960.
O LUSO e o trópico: sugestões em torno dos métodos
portugueses de integração de povos autóctones e de culturas diferentes da
européia num complexo novo de civilização, o luso tropical. Lisboa: Comissão
Executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.Henrique,
1961.
LE PORTUGAIS et les tropiques: considérations
sur les méthodes portugaises d´intègration de peuples autochtones et de
cultures diffèrentes de la culture européenne dans un nouveau complexe de
civilisation, la civilization luso-tropicale. Lisbone: Commision Exécutive des
Commemorations du V Centenaire de la Mort du Prince Henri, 1961.
THE PORTUGUESE ans the tropics: sugestions
inspired by portugueses methods of integrating autocthones peoples and cultures
differing from the europen in a new, or luso-tropical complex of civilisation.
Lisbon: Executive Committee for the Commemoration of the Vth Centenary of the
Prince Henry the Navigator, 1961. 2v.
HOMEM, cultura e tempo. Lisboa: União das
Comunidades de Cultura Portuguesa, 1967.
SOCIOLOGIA da medicina: breve introdução ao
estudo dos princípios, dos seus métodos e das suas relações com outras
sociologias e com outras ciências. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
1967.
CONTRIBUIÇÃO para uma sociologia da
biografia: o exemplo de Luís de Albuquerque, governador de Mato Grosso, no fim
do século XVII. Lisboa: Academia Internacional de Cultura Portuguesa,1968.2v.
SELECTA para jovens. Lisboa: Livros do Brasil,
[1981?]. 277p. Coleção Livros do Brasil.
Venezuela
CASA-GRANDE y senzala: formación de la
familia brasileña bajo el régimen de la economía patriarcal. Traduzido por
Benjamín de Garay e Lucrecia Manduca. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1977.
567p. Biblioteca Ayacucho, 11.
Movimento
Literário: Modernismo ao Contemporâneo - Brasil.
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