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Graça Aranha
José
Pereira da Graça Aranha nasceu no Maranhão em 1868 no seio de uma família
muito rica e culta, que favoreceu o seu desenvolvimento cultural. Formou-se em
Direito pela Faculdade de Recife, onde foi aluno de Tobias Barreto, mestre que
marcaria sua vida. Depois de formado seguiu carreira como juiz de Direto no
Estado do Rio de Janeiro e no município de Porto do Cachoeiro, Espírito Santo.
Nesse lugar colheu material e começou a escrever a obra Canaã, que foi
publicada em 1902. Enquanto a obra não estava completa, mostrou partes dela
para Machado de Assis e Joaquim Nabuco e, por causa disso, acabou ingressando na
Academia Brasileira de Letras, mesmo sem ter publicado uma obra se quer. Entre
1900 e 1920, percorreu vários países europeus como diplomata, o que lhe
proporcionou o contato com os novos rumos que a arte estava seguindo,
afastando-o da Academia.
Em 1922 participou da Semana de Arte Moderna e em 1924, após a conferência
"O Espírito Moderno" desligou-se de vez da academia. Faleceu no Rio
de Janeiro a 26 de janeiro de 1931.
O obra mais significativa de Graça Aranha é Canaã. Ela retrata a vida em uma
colônia de imigrantes europeus no Espírito Santo. Seus dois personagens
principais, Milkau e Lentz têm modos diferentes de enxergar o mundo.
O primeiro acha que a "terra prometida", ou seja, Canaã é o Brasil.
Já o segundo, inadaptado à realidade brasileira, é racista e preconceituoso,
pois acredita na supremacia da raça ariana sobre os mestiços, considerados por
ele fracos e indolentes.
Movimento
Literário: Pré-Modernismo - Brasil.
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