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Lima Barreto
Afonso Henriques de Lima
Barreto nasceu a 13 de maio de 1881 no Rio de Janeiro. Filho de uma escrava
com um português, cursou as primeiras letras em Niterói e depois transferiu-se
para o Colégio Pedro II. Em 1897 ingressou no curso de engenharia da Escola
Politécnica. Em 1902 abandonou o curso para assumir a chefia e o sustento da
família, devido ao enlouquecimento do pai, e empregou-se como amanuense na
Secretaria da Guerra.
Apesar do emprego público e das várias colaborações no jornais da época lhe
darem uma certa estabilidade financeira, Lima Barreto começou a entregar-se ao
álcool e a ter profundas crises de depressão. Tudo isso causado pelo
preconceito racial.
No ano de 1909 fez sua estréia como escritor com o lançamento da obra "Recordações
do Escrivão Isaías Caminha" publicada em Portugal. Nessa época,
dedicou-se à leitura dos grandes nomes da literatura mundial, dos escritores
realistas europeus de seu tempo, tendo sido dos poucos escritores brasileiros a
tomar conhecimento e a ler os romancistas russos.
Em 1910, fez parte do júri
no julgamento dos participantes do episódio chamado "Primavera de
sangue", condenando os militares no assassinato de um estudante, sendo por
isso preterido, daí para frente, nas promoções na Secretaria da Guerra. Em
1911 escreveu o romance "Triste fim de Policarpo Quaresma",
publicado em folhetins no Jornal do Comércio.
Apesar do aparente sucesso literário, Lima Barreto não consegue afastar-se do
álcool é internado por duas vezes entre os anos de 1914 e 1919. A partir de
1916 começou a militar a favor da plataforma anarquista. Em 1917 publicou um
manifesto socialista, que exaltava a Revolução Russa. No ano seguinte, doente
e muito fraco, foi aposentado do serviço público e em 1º de novembro de 1922
veio a falecer, vítima de um colapso cardíaco.
Lima Barreto é considerado um autor Pré-modernista por causa da forma com que
encara os verdadeiros problemas do Brasil. Dessa forma, critica o nacionalismo
ufanista surgido no final do séc. XIX e início do XX. Apesar de Lima Barreto não
ter sido reconhecido, em seu tempo, como um grande escritor, é inegável que
pelo menos o romance "Triste Fim de Policarpo Quaresma" figure entre
as obras primas da nossa literatura.
Movimento Literário: Pré-Modernismo
- Brasil.
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