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Menotti del Picchia
Paulo Menotti del Picchia,
poeta, jornalista, romancista, cronista, pintor e ensaísta, nasceu em São
Paulo (SP) no dia 20 de março de 1892. Bacharel em Direito, formado em 1913,
nesse ano publicou "Poemas do Vício e da Virtude", seu primeiro livro
de poesias. Na cidade de Itapira (SP), foi agricultor e advogado militante; lá
criou o jornal político "O Grito" e escreveu os poemas "Moisés"
e "Juca Mulato". Colaborou em vários jornais, entre os quais
"Correio Paulistano", "Jornal do Comércio" e "Diário
da Noite". Foi diretor de "A Noite" e "A Cigarra",
entre 1920 e 1940, além de diversos outros jornais e revistas. Um dos
articuladores da Semana de Arte Moderna, em 1922, foi um dos mais combativos
militantes da estética modernista. Em 1924 criou, com Cassiano Ricardo e Plínio
Salgado, o "Movimento Verdamarelo", de tendência nacionalista.
Publicou vários romances, entre eles "Flama e Argila", "O Homem
e a Morte", "Republica 3000" e "Salomé", além de
livros de ensaios e de crônicas. Em 1937 foi diretor do "Grupo Anta",
com Cassiano Ricardo, e diretor do "Movimento Cultural Nacionalista
Bandeira", com Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho.
Além de jornalista militante exerceu inúmeros cargos públicos. Foi o primeiro
diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado de São Paulo;
deputado estadual em duas legislaturas, membro da Constituinte do Estado e
deputado federal pelo Estado de São Paulo em três legislaturas. Presidiu a
Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo.
Foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano", em 1968, e
aclamado "Príncipe dos Poetas Brasileiros", em 1982.
Eleito membro da Academia Brasileira de Letras, em 1942, ocupou a cadeira nº 28
daquele sodalício. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de Poesia, concedido pela
Câmara Brasileira do Livro. Destacam-se em sua obra poética os livros
"Juca Mulato" (1917), "As Máscaras" (1920), "A Angústia
de D. João" (1922) e "O Amor de Dulcinéia" (1931). A poesia de
Menotti del Picchia vincula-se à primeira geração do Modernismo. Em 1984,
recebeu o Prêmio Moinho Santista - Categoria Poesia.
O poeta morreu em São Paulo (SP), no dia 23 de agosto de 1988. Há, em Itapira
(SP), a "Casa de Menotti del Picchia", onde podem ser vistos objetos e
livros que pertenciam ao autor.
Obras:
POESIA:
Poemas do vício e da virtude (1913)
Moisés (1917);
Juca Mulato (1917)
Máscaras (1919)
A angústia de D. João (1922)
Chuva de pedra (1925)
O amor de Dulcinéia (1926)
República dos Estados Unidos do Brasil (1928)
Jesus, tragédia sacra (1958)
Poesias, seleção (1958)
O Deus sem rosto, introdução de Cassiano Ricardo (1968)
ROMANCE:
Flama e argila (1920; após a 4a ed., intitulou-se A tragédia de Zilda)
Laís (1921)
Dente de Ouro (1923)
O crime daquela noite (1924)
A república 3000 (1930; posteriormente intitulado A filha do Inca, 1949)
A tormenta (1932)
O árbitro (1958)
Kalum, o mistério do sertão (1936)
Kummunká (1938)
Salomé (1940)
CONTO, CRÔNICA E NOVELA:
O pão de Moloch (1921)
A mulher que pecou (1922)
O nariz de Cleópatra (1922)
Toda nua (s.d.)
A outra perna do Saci (1926)
O despertar de São Paulo
(Episódios dos séculos XVI e XX na Terra Bandeirante)
LITERATURA INFANTO-JUVENIL:
No país das formigas
Viagens de Pé-de-Moleque e João Peralta
Novas aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta
ENSAIO E MONOGRAFIA:
A crise da democracia
A crise brasileira: soluções nacionais (1935)
A revolução paulista (1932)
Pelo amor do Brasil, discursos parlamentares
O governo Júlio Prestes e o ensino primário
O Curupira e o Carão
O momento literário brasileiro
Sob o signo de Polymnia, discursos
A longa viagem, memórias, 2 vols. (1970-1972)
TEATRO:
Suprema conquista (1921)
Jesus; Máscaras
A fronteira.
OBRAS COMPLETAS:
A Noite, 10 vols.
Obras de Menotti del Picchia, Livraria Martins Editora, 14 vols.
Entardecer, antologia de prosa e verso (1978).
Movimento Literário: Modernismo -
1a. Geração - Brasil.
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