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Raul Pompéia
Raul D'Ávila Pompéia nasceu a
12 de abril de 1863 em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Cursou as primeiras
letras no colégio interno "Abílio". Aos 16 anos transferiu-se para o
Colégio Pedro II, onde tomou contato com a idéias de Augusto Comte, Hyppolite
Taine etc. Admirador da obra de Gustave Flaubert e Emile Zola, Raul pompéia
iniciou sua carreira literária no ano de 1880, com a publicação do romance
"Uma tragédia no Amazonas". No ano seguinte matriculou-se na
Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo. Nessa cidade, os
jovens poetas iam às praças publicas defender os ideais abolicionistas.
Não demorou muito para que o Jovem Raul Pompéia se encantasse com essas idéias
e se engajasse nas lutas contra a escravidão. Em 1883 publicou, em folhetim, o
romance "As jóias da Coroa". No ano seguinte, já como jornalista
consagrado e ferrenho defensor da República, foi reprovado na faculdade. Em
1885 transferiu-se para a Faculdade de Direito de Recife, onde concluiu o curso.
Nesse período, começou a escrever "O Ateneu", obra que o consagraria
como grande escritor da literatura nacional. Em 1887 volta para o Rio de janeiro
e, no ano seguinte vê "O Ateneu" publicado em folhetim. A partir daí,
passou a ser muito respeitado como escritor, porém passou a dedicar-se aos comícios
em prol da Republica e à colaboração em vários jornais da cidade.
Depois da proclamação da Republica em 1891, passou a lecionar mitologia na
Escola de Belas Artes. Nessa época, alguns de amigos foram perseguidos pela polícia
Floriano Peixoto e ele próprio chegou a ser agredido por Olavo Bilac, com quem
tinha sérios atritos políticos. A agressão sofrida por Raul Pompéia deixou-o
tão humilhado que ele chegou a desafiar Bilac para um duelo, que não aconteceu
por que os padrinhos impediram. Daí por diante tornou-se cada mais radical,
chegando a publicar charges que criticavam o governo. Uma delas ofendeu tanto o
presidente Prudente de Morais, que os jornalistas da época passaram a atacar
duramente o escritor. Devido ao seu temperamento ultra-sensível, Raul Popéia não
suportou o fato de ser considerado um homem sem honra e suicidou-se na noite de
Natal de 1895.
"O Ateneu", única obra relevante de Raul Pompéia, não se enquadra
exatamente dentro da escola Realista/Naturalista. Isso ocorre porque, apesar de,
em certos momentos, o romance tender para o Naturalismo, ele não se apoia na
realidade objetiva dos fatos e sim na memória subjetiva de um narrador (Sérgio).
Com isso, o romance foge da exatidão descritiva e sua narrativa não é tão
fria como a maioria das obras Realistas/Naturalistas. Além disso, o estilo de
Raul Pompéia acrescenta a técnica impressionista ao nosso Realismo.
Obras: O Ateneu (1888) Canções sem metro (1900).
Movimento Literário: Realismo -
Naturalismo - Brasil.
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